A manutenção correta dos pneus faz toda a diferença!

#TRICK’N’TRUCK 
 

 A revista N.º 2 • Setembro de 2021 • 6 minutos de audição

Todos sabemos que é necessário substituir periodicamente os pneus dos camiões. Mas a sua manutenção não se fica por aqui. Desde a verificação da pressão à reescultura e ao alinhamento das rodas, vamos apresentar todos os aspetos da manutenção dos pneus com um dos formadores profissionais da Michelin.


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Ouça o nosso podcast:

post trickntruck tyre maintenance portrait

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LEIA A TRANSCRIÇÃO

Sabia que, para além de vender pneus, a Michelin disponibiliza ações de formação aos seus clientes sobre a forma de utilizar e tirar o melhor proveito dos pneus? Na realidade, a empresa tem centros de formação em toda a Europa para essa finalidade, indo ao encontro de dois destinatários principais: 

  • os concessionários, que vendem pneus e precisam permanentemente de informações atualizadas sobre os nossos produtos;
  • e os clientes, como empresas de transporte que têm de garantir sempre a melhor manutenção possível da sua frota. 

Qual é a ideia? Sensibilizar para o enorme impacto que a manutenção correta dos pneus tem relativamente à eficiência em matéria de combustível, à segurança, à poupança de dinheiro e à conservação dos veículos em bom estado.

Conversámos com Edouard Fadel, formador na sede da Michelin em Clermont-Ferrand, França, sobre os cinco principais aspetos da manutenções dos pneus. 

Ouçam o que o Edouard tem para dizer.

1. Pressão

De preferência, devemos verificar a pressão dos pneus uma vez por mês com os pneus frios, porque perdem lentamente pressão, mesmo os que nunca são verificados. Além disso, quando verificamos a pressão podemos aproveitar para ver o estado geral dos pneus.

Com frequência, as pessoas não fazem ideia de que os pneus dos veículos comerciais são responsáveis por, aproximadamente, um terço do seu consumo de combustível. A pressão dos pneus abaixo do normal faz aumentar o consumo de combustível: segundo estudos que realizámos internamente, por cada 1,5 bar abaixo da pressão ideal, o consumo de combustível aumenta em 1%1. Além disso, a longevidade dos pneus é afetada, porque apresentam um desgaste mais rápido. Por outro lado, a pressão excessiva é também prejudicial: reduz igualmente a longevidade dos pneus e afeta a segurança. A pressão excessiva reduz a superfície de contacto entre o pneu e a superfície da estrada e, além disso, torna o pneu mais vulnerável a danos acidentais.

2. Reescultura

A reescultura envolve a remoção de borracha da camada da borracha existente para recuperar a profundidade do padrão do piso. Esta intervenção apresenta muitas vantagens: poupança de combustível que pode chegar aos 2 litros por 100 km, aumento da quilometragem potencial dos pneus que pode ser superior a 25% e melhoria da segurança graças a uma melhor aderência2.

Paralelamente, a reescultura é dar uma segunda vida aos pneus, facto que é positivo não só  em termos financeiros como para o planeta: se pensarmos que a carcaça de um pneu pesa entre 50 e 70 kg, sempre que reesculpimos um pneu gasto, em vez de o eliminarmos, estamos a poupar a mesma quantidade de matéria-prima.

O momento de se reesculpir um pneu depende do modo como utilizamos um veículo e em que tipo de terreno é utilizado. A questão incide no desgaste do pneu, não na distância percorrida nem no tempo decorrido.  Normalmente, recomendamos que o pneu seja reesculpido quando o piso restante tiver uma profundidade entre 2 e 4 mm.

3. Alinhamento da Geometria

O ajuste da geometria dos eixos ou o alinhamento consiste em verificar que as rodas do veículo se encontram devidamente alinhados para evitar que os pneus se desgastem em excesso. Sabia que o desalinhamento de 1 mm pode reduzir a longevidade dos pneus em aproximadamente 7%. Mas, além disso, aumenta o consumo de combustível porque, durante o rolamento, os pneus são friccionados contra a superfície da estrada.

É fácil verificar o alinhamento das rodas: esfregue levemente a mão de forma radial na superfície do piso do pneu; se sentir alguma resistência numa direção ou noutra, é sinal de que é necessário verificar o alinhamento das rodas. Não há regra definida sobre a frequência do alinhamento: digamos que devemos verificar o alinhamento no âmbito do programa de manutenção do veículo.

4. Equilíbrio das rodas

Quando se fabrica rodas e pneus, há sempre ligeiras imperfeições na distribuição do peso, devido às soldas e afins, que mudam ao longo do tempo em resultado do desgaste e danos acidentais. 

O equilíbrio é positivo para comodidade do condutor porque reduz as vibrações. Além disso, é importante garantir que os pneus estejam corretamente equilibrados, porque este facto tem influência no desempenho superior em termos de quilometragem percorrida pelos pneus, além de proteger as peças mecânicas contra o desgaste prematuro.

Se for necessário proceder ao equilíbrio, a Michelin recomenda um equilíbrio dinâmico com recurso a pesos aplicados à roda.

5. Recauchutagem

Após a reescultura, a recauchutagem representa a terceira vida do pneu. A recauchutagem serve para renovar o piso do pneu que é a borracha que toca na estrada. A recauchutagem é um processo de cura que vulcaniza borracha nova à carcaça, para que o pneu recauchutado apresente um desempenho idêntico ao de um pneu novo. Além disso, é possível reesculpir um pneu recauchutado para que dure ainda mais tempo.

Os pneus recauchutados custam cerca de 30-40% menos que os novos com uma longevidade idêntica à de um pneu novo, desde que a sua recauchutagem tenha sido de elevada qualidade. É o caso, por exemplo, dos pneus Remix, a marca oficial dos pneus recauchutados da Michelin, que proporcionam o mesmo tipo de desempenho dos pneus novos.

Pretende mais informações? Visite o site da Michelin para transferir um documento que contém sugestões de manutenção dos pneus apresentadas por um dos nossos especialistas, assim como uma lista dos nossos centros de formação na Europa.

Estudo interno realizado pela Michelin e válido para uma pressão de 9 bar.
2 Estudo interno realizado pela Michelin válido para um conjunto completo (camião e reboque).
*Todos os números e valores referidos por Edouard Fadel a 19 de abril de 2021 têm por base estudos internos da Michelin.


tyre maintenance guide

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A Michelin tem centros de formação em:

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