Os pneus baratos para camião são realmente um bom investimento para a sua frota?

Are cheap truck tyres really a good investment for your fleet?

Os pneus baratos para camião são realmente um bom investimento para a sua frota?

Escolher pneus baratos para a sua frota de camiões pode parecer lógico. Afinal, representam uma poupança imediata, certo? No entanto, esta abordagem negligencia muitas vezes os custos ocultos que envolvem. Neste artigo, analisaremos por que motivo os pneus de qualidade não só poupam dinheiro a longo prazo, como também melhoram a eficiência operacional e a sustentabilidade. 

RESUMO:

Como os pneus afetam os seus custos

Como os pneus representam apenas 2 a 5% do orçamento da sua frota1, é frequente serem considerados como uma despesa menor. No entanto, desempenham um papel crucial no TCO (Custo total de propriedade), que engloba todos os custos diretos e indiretos ao longo do ciclo de vida de um veículo. 

 Em particular, desempenham um papel na eficiência do combustível, necessidades de manutenção e tempo de inatividade do veículo. Estes fatores combinados significam que os pneus influenciam efetivamente mais de 50% dos seus custos de operação (1).

Os gestores de frotas que optam por pneus baratos arriscam-se a substituir os pneus com maior frequência, a reduzir a durabilidade e a aumentar as perturbações operacionais. Os pneus de qualidade, por outro lado, oferecem uma maior longevidade, minimizam os ciclos de substituição e as ineficiências operacionais.

Poupe dinheiro com uma melhor eficiência de combustível e performance de quilometragem

O consumo de combustível é uma das maiores despesas na gestão de uma frota de camiões e, neste aspeto, os pneus desempenham um papel crucial.

A resistência ao rolamento (o atrito entre os pneus e a estrada) é responsável por cerca de 30% da energia consumida por um veículo (2). 

Os pneus baratos podem reduzir os custos iniciais, mas se tiverem uma maior resistência ao rolamento, isso significa um maior consumo de combustível. Por outro lado, uma redução da resistência ao rolamento traduz-se diretamente em custos de combustível mais baixos.

A mudança de pneus com uma etiqueta C para uma etiqueta B em termos de eficiência de combustível, por exemplo, permite poupar 0,2 litros a cada 100 km, o que representa uma poupança de cerca de 100 € por ano e por veículo (3).

A performance quilométrica dos pneus premium também é mais rentável a longo prazo, graças à robustez da carcaça que reduz os riscos de avaria.

Pneus baratos para camião vs. pneus premium para poupar combustível

Cheap truck tyres vs premium tyres to save fuel

Aumentar a produtividade da sua frota

A eficiência operacional é essencial para os gestores de frotas. Cada substituição ou avaria relacionada com um pneu pode prejudicar as entregas, aumentar os custos e afetar negativamente a satisfação do cliente. Optar por pneus de qualidade duradoura reduz significativamente estas interrupções.

Atualizar para pneus de qualidade superior e efetuar uma manutenção regular pode reduzir as taxas de avaria em 25%(4).

Por exemplo, uma frota de 50 veículos pode poupar uma média de 9375 € por ano reduzindo as avarias e o tempo de inatividade(4).
Ao minimizar o tempo passado nas oficinas, os pneus de qualidade aumentam a produtividade global da frota.

Reduzir os custos a longo prazo com pneus de camião Multi-Life

Os pneus Multi-Life, concebidos para processos como reesculturação e recauchutagem prolongam a sua vida útil e reduzem os custos operacionais. Estes pneus permitem que as frotas percorram uma maior quilometragem sem comprometer a segurança ou a performance. 

A reesculturação pode aumentar a performance de quilometragem dos pneus até 25%(5), ajudando as frotas a otimizar os custos durante o ciclo de vida do pneu. Note que um pneu de qualidade superior tem uma taxa de aceitação mais elevada para reesculturação porque, na parte inferior do piso, existe uma camada adicional de borracha de base que permite a reesculturação sem risco de tocar nas lonas, o que não acontece com os pneus económicos.

Os pneus recauchutados também contribuem para a sustentabilidade, reduzindo o consumo de matérias-primas. Em média, a reutilização de uma carcaça de pneu reduz em cerca de 70% as matérias-primas necessárias em comparação com o fabrico de um pneu novo(6). Esta abordagem está em conformidade com os princípios de uma economia circular, permitindo que as frotas diminuam os custos e o impacto ambiental.
A tecnologia MICHELIN Infinicoil garante a robustez da carcaça durante toda a sua vida, incluindo 2 ou 3 recauchutagens.

Simplificar a gestão da frota

Gerir uma frota implica lidar com vários desafios, incluindo o inventário e a manutenção dos pneus. Ferramentas digitais como as calculadoras Michelin simplificam estes processos. Estas ferramentas gratuitas permitem aos gestores de frotas acompanhar a performance dos pneus, calcular as poupanças de custos e otimizar as operações da frota de forma mais eficaz.

Contribuir para os seus objetivos de sustentabilidade

A sustentabilidade é uma prioridade crescente para as frotas e os pneus de qualidade são, inegavelmente, a melhor escolha para a cumprir.
●    Com uma menor resistência ao rolamento, reduzem consideravelmente as emissões de CO2.
●    Com múltiplas vidas graças à sua capacidade de recauchutagem, podem poupar até 115 kg de CO2 por pneu(7), reduzindo a utilização de matérias-primas e otimizando a eficiência do combustível face à utilização de pneus novos.

Escolher pneus sustentáveis permite cumprir os objetivos de responsabilidade social da empresa e as normas regulamentares. Isto melhora a reputação da sua empresa, além de proporcionar benefícios ambientais mensuráveis.

Pneus MICHELIN, uma conceção de economia circular

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REDUZIR

Graças às abordagens de desenvolvimento MICHELIN, os nossos pneus são mais leves, consomem menos energia e duram mais tempo.

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REUTILIZAR

Os pneus MICHELIN podem ser reparados, reesculturados e recauchutados.

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RECICLAR

Incorporamos materiais reciclados nos nossos pneus novos.

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RECUPERAR

Utilizamos materiais de conceção ecológica provenientes de recursos renováveis.

Fazer o investimento inteligente!

Em conclusão, as poupanças iniciais dos pneus baratos podem ser enganadoras. Com o tempo, o seu consumo de combustível mais elevado, a sua vida útil mais curta e o aumento dos requisitos de manutenção anulam estas poupanças.
Por outro lado, optar por pneus de qualidade oferece benefícios mensuráveis, incluindo:
●    Redução do consumo de combustível e das emissões de CO2
●    Menos avarias e menos tempo de inatividade
●    Maior durabilidade e eficiência operacional
Os pneus de qualidade são um investimento na rentabilidade a longo prazo da sua frota. 

AVISOS LEGAIS

(1) Fonte: Análise interna MICHELIN.
(2) Cálculo interno da Michelin efetuado com a ferramenta Vecto, 2023.
3) Cálculo baseado na ferramenta Value Tool para uma simulação interna com pneus com etiqueta C de resistência ao rolamento em média (7,4 kg/t) face a pneus com etiqueta B de resistência ao rolamento em média (6,2 kg/t) para 1 veículo comercial ligeiro com 4 pneus, com uma quilometragem anual por veículo de 25 000 km (a) com um custo médio de combustível de 1,51 € TTC/L (b). (a) https://mobility-observatory.arval.fr/tco-scope-2023 (p.34) - Quilometragem anual de 25 000 km. (b) Preços do gasóleo em todo o mundo, 26-Jun-2023 GlobalPetrolPrices.com.
(4) Cálculo interno da Michelin, baseado num exemplo realista de mercado, com base em 50 veículos articulados que percorrem 100 000 km/ano e reduzem o total de avarias anuais em 25% (de quatro para três incidentes por milhão de km/ano), passando de um conjunto de pneus de classificação 2/3 com inspeções irregulares para a utilização de um conjunto de pneus Premium de classificação 1 com inspeções regulares (desgaste e pressão), com um custo médio de avaria de 1000 € (custo médio ONCall por avaria em 2023) e um custo de inatividade (perda de negócio e/ou penalização do cliente e/ou custo horário do condutor) de 1200 € por avaria.
(5) Comparado com um pneu MICHELIN desgastado e não reesculturado. Informação baseada nas recomendações realizadas pela Federação Francesa de Fabricantes de Pneus (TNPF) em 2019, segundo as quais a reesculturação de pneus gastos aumenta a vida útil dos pneus, utilizando toda a borracha disponível.
(6) De acordo com uma publicação da TNPF de 2023: ”a recauchutagem, que, ao reutilizar a carcaça representa cerca de 70% do peso de um pneu” (sic). 
(7) As poupanças de CO2 do modelo Michelin Multi-Life são acentuadas graças às poupanças de combustível associadas à reesculturação: poupança de até 5,4% no consumo de combustível. Estudo interno realizado nas pistas de testes da Michelin em Ladoux (França), em 5 de maio de 2021, sob supervisão da DEKRA (relatório n.º 21CPAEXT-030). Para a comparação entre pneus novos e pneus recauchutados (R5 mm), foram utilizados dois camiões Volvo FH500 idênticos, equipados com pneus 315/70 R 22,5 MICHELIN X® LINE ENERGY™ Z2 e D2 e cada um deles rebocando um reboque Schmitz Cargobull completamente carregado (40 toneladas) 
equipado com pneus 385/55 R 22,5 MICHELIN X® LINE ENERGY™ T com pressões idênticas (8,5 b, 7,5 b e 9,0 b). Os resultados podem variar consoante as condições meteorológicas, o tipo de estrada, a dimensão dos pneus e o estilo de condução. De acordo com um estudo realizado em condições reais de utilização, com pneus na dimensão 315/70 R 22,5 nos eixos de tração e de direção de um camião 4x2, com um desgaste superior a 50%, para uma utilização internacional e nacional de longa distância. A quilometragem média para os pneus MICHELIN X® LINE ENERGY™ Z2 e MICHELIN X® LINE ENERGY™ D2 é de 232 200 km antes da reesculturação* (*Fonte e cálculo internos da Michelin, com base nas medições efetuadas pelas equipas Michelin durante as inspeções aos clientes em 488 eixos, na Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Sérvia e Turquia, durante o período de 2020 a 2023) e uma simulação baseada nos resultados recolhidos, com extrapolação da vida útil até restarem 3 mm. Os resultados podem variar conforme as condições meteorológicas e da estrada. O resultado ideia é que os nossos pneus percorrem até 25%(5) mais graças à reesculturação, ou seja, 58 050 km (232 200 x 25%). A poupança de combustível é calculada em relação à distância percorrida pelos pneus reesculturados (58 050 km), com um consumo médio de 29,5 l/100 km para os pneus novos e de 27,91 l/100 km para os pneus reesculturados (fonte: Relatório DEKRA n.º 21CPAEXT-030). 29,5 x 5,4%, ou seja, uma poupança de 1,59 l/100 km para um camião articulado e um reboque de três eixos (ou seja, 12 pneus). Consequentemente, há uma poupança de 0,13 l/100 km por pneu (1,59 l/12), ou seja, 0,13 l x 58 050 km/100 = 77 litros de combustível poupados ao conduzir com pneus reesculturados, o que representa uma poupança de 77 litros de gasóleo x 3,24 kg de CO2 = 251 kg de CO2.
O fator de emissão de 3,24 kg de CO2 para 1 litro de gasóleo provém da avaliação do ciclo de vida realizada pela ADEME para o gasóleo puro.  Inclui as emissões durante as fases de produção do gasóleo (17%) e durante a sua combustão (83%). Fonte: ADEME. Base Empreinte, Étude Carbone, Versão 22.0.0, 02/08/2022. Assim, 77 x 3,24 kg de CO2 = 251 kg de CO2.


*Estudo interno baseado nas dimensões de pneus para camião MICHELIN mais vendidas no mercado europeu: 315/80 R 22,5, 315/70 R 22,5 e 385/65 R 22,5.

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